4 de mar. de 2011

Por Rodrigo Paneghine: bahiadiario.com

Na tarde desta quarta-feira (02), a Polícia Civil de Pernambuco prendeu três pessoas acusadas de matar a professora Maria Iraci Tavares de Moraes, de 51 anos. Ela teria sido torturada, durante um ritual de candomblé, pelo marido, Ailton Félix da Silva, de 41 anos, pela mãe de santo Elizabete de Lima Santos, de 41 anos, e seu companheiro, Paulo Vitor Gomes, 23 anos.
Ailton Félix, marido da vítima, sendo preso pela polícia civil de Pernambuco. Lucas Oliveira/Esp.DP/D.A Press.

Em depoimento à polícia, o companheiro da vítima afirma ter aplicado uma injeção com uma substância não identificada para a educadora, o que pode ter causado sua morte. Ainda segundo o marido, a vítima passava por sessões de tortura e magia negra. O crime ocorreu em 4 de fevereiro, mas o corpo só foi encontrado na última sexta-feira, em um açude na cidade de Surubim. De acordo com os policiais, Maria Iraci morava no terreiro de candomblé havia dois anos, na zona oeste de Recife.

A mãe de santo foi encaminhada para a Colônia Feminina do Bom Pastor. Paulo Vitor e Ailton Félix foram levados para o Centro de Triagem, no município de Abreu e Lima. Os três são acusados de homicídio e ocultação de cadáver. 

Os delegados Felipe Regueira e Joselito Amaral também investigam a existência de outras vítimas, pois foram encontradas outras partes de corpos no local que, segundo laudo parcial do IML – Instituto Médico Legal, não condizem com a descrição da educadora.

Com informações do Terra e Diário de Pernambuco

TERREIRO DE CANDOMBLÉ É RESTAURADO

Terreiro centenário de candomblé é restaurado 
pelo Iphan na Bahia

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)  reinaugurou hoje (11) as casas de Oxalá e de Iemanjá do Terreiro Ilê Axé Opô Afonjá, no Bairro do Cabula, em Salvador. Segundo o instituto, o objetivo da reforma foi restaurar as edificações degradadas pela ação do tempo e por atos de vandalismo. A restauração do terreiro de candomblé custou R$ 560 mil.
O Ilê Axé Opô Afonjá tem mais de cem anos e é um dos terreiros mais tradicionais da Bahia. É dirigido por Stella de Oxossi, a ialorixá (mãe de santo) mais antiga do país. Pela importância histórica e cultural, o terreiro foi tombado pelo Iphan em 1986.