17 de jun. de 2011

Ladra devolve dinheiro após ‘ouvir’ e 'ser convencida' por pomba-gira

17/06/2011 | 09h22min

Uma empregada doméstica de 26 anos foi presa na tarde de quarta-feira acusada de furtar joias e dinheiro da casa do patrão, um desembargador de Justiça, no Alto Leblon, Zona Sul do Rio. Ela entregou os R$ 600 de volta, mas as joias estão desaparecidas. Segundo policiais militares do 23º BPM (Leblon), a jovem teria confessado o crime e dito que devolveu o dinheiro após ser convencida pela entidade da Umbanda e do Candomblé Maria Padilha (a conhecida Pomba-Gira).
De acordo com policiais do 23º BPM (Leblon), a desconfiança sobre a empregada surgiu na própria quarta-feira, quando o desembargador e a esposa deram falta do dinheiro que estava em uma cômoda. Eles também perceberam o sumiço de algumas joias. Os patrões tentaram argumentar com a doméstica, para saber se ela tinha algo a ver com o sumiço das notas, mas, como não tiveram sucesso, resolveram chamar a polícia.
Aos policiais, a empregada teria confessado o furto do dinheiro e das joias. Ela surpreendeu dizendo que devolveria os R$ 600 aos patrões por ter sido convencida pela pomba-gira Maria Padilha. A presa também revelou que havia embrulhado as joias em um papel laminado e jogado em mata que fica atrás do prédio do casal. Durante duas horas, os PMs fizeram buscas no local, mas nada encontraram.
Meia Hora 

14 de jun. de 2011

ONDE MORA A CORAGEM

Mãe Flavia participa de Audiência Pública na Câmara dos Vereadores e defende a criação de um Conselho Inter-religioso para acompanhar a aplicação da Lei sobre o ensino religioso nas escolas do Município do Rio de Janeiro

Participei desta audiência hoje pela manhã e apesar de lamentar que o foco da discursão não tenha sido a qualidade do ensino público tive que pensar a postura das religiões afro-brasileiras neste debate uma vez que a aprovação da lei é inevitável. Depois de ouvir os diferentes pronunciamentos, constatei mais uma vez como é frágil a participação e representação do segmento umbandista e candomblecista nas instâncias de Governo. 

Estavam presentes a bancada evangélica e católica com seus pastores e líderes religiosos devidamente eleitos para defender que nossos filhos tenham aula de ensino religioso nas escolas públicas. Não é preciso dizer que os mesmos defendem o ensino religioso porque sendo estes a “maioria” (que eu considero questionável por discordar dos dados apresentados pelo IBGE) tem as suas tradições religiosas asseguradas dentro da lei,  afinal cumprem o requisito por ela exigido de formação em teologia conforme está proposto em votação. Nossos sacerdotes que não tem esta formação como exigência para exercerem seus cargos, ficam de fora, a menos que sejam filósofos ou sociólogos.

Em minha intervênção propus a criação de um Conselho Inter-religioso que tenha o caráter consultivo, deliberativo e fiscalizador para que possamos acompanhar de perto este projeto que será votado e aprovado a despeito de nossa concordância, pois os interessados são a maioria representada na Câmara, enquanto nós continuamos com vergonha de eleger os nossos sacerdotes e pouco apoiamos os religiosos afro-brasileiros que se expõe publicamente para defender os direitos políticos de nossa religião. Você se lembra de qual foi o ultimo Pai ou Mãe de Santo eleito em sua cidade??????

Ainda há muito que se fazer, mas chamo a atenção daqueles que insistem em não querer discutir política e religião para a reflexão que somos obrigados a cumprir as decisões tomadas nestas esferas do legislativo, pois estas se constituem em leis as quais todos nós estamos submetidos em nosso dia a dia!

Assistam ao nosso vídeo e acompanhem o debate e não se assustem se seus filhos chegarem da escola defendendo outro credo religioso que não o nosso e ainda se envergonharem de ser religioso afro-brasileiro, isto ocorre porque ainda nos interessamos muito pouco por política.  

Estamos de olho!!!