13 de dez. de 2012

Foto: Kleidir Costa/SPM
Entrada do Terreiro Ilê Axé Ayrá Izô, em Brotas

O governo do Estado deverá solicitar à Justiça, nos próximos dias, a ampliação do prazo para cumprimento da sentença judicial que determina a desocupação da área do Terreiro Ilê Axé Ayrá Izô, localizado em Campinas de Brotas, em Salvador.
A informação foi dada nessa terça-feira (11/12) pelo secretário da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, Almiro Sena, durante visita ao espaço religioso, juntamente com a secretária de Políticas para as Mulheres, Lúcia Barbosa, lideranças religiosas e do movimento negro.
A ida ao local aconteceu após o governador Jaques Wagner garantir que o Estado fará as intervenções necessárias em favor do templo religioso, cujo terreno é alvo de disputa judicial. O secretário Almiro Sena, afirmou que pedirá 180 dias de prazo, tempo para o governo encaminhar os trâmites de declaração de utilidade pública e desapropriação da área, se for o caso.
“Expressamos nossa disposição para garantir o direito constitucional do livre exercício de culto”, disse. “Queremos ratificar o propósito do governo de respeitar a religiosidade do nosso povo, as diferenças de raça, religião e de gênero”, reforçou a secretária Lúcia Barbosa.
Disputa
O terreno em disputa tem 878m², área que teria sido doada por Antônio Gagliano, já falecido, cujos familiares alegam direito à posse. O caso está sendo acompanhado pela 11ª Vara Cível de Salvador.
A preocupação dos movimentos envolvidos na preservação das religiões de matriz africana diz respeito ao risco de violação do direito da liberdade de crença, no espaço religioso que há décadas realiza suas atividades na comunidade.  


Colaboração: Tribuna da Bahia

3 de out. de 2012

EM DESTAQUE


Sacerdotes distribuíram nota de repúdio à atitude do vereador Amauri Colares

Os grupos de sacerdotes e sacerdotisas das religiões de matrizes africanas já divulgaram, desde a quinta-feira (13), pelas 8 mil casas de candomblé e umbanda de Manaus, uma carta repudiando o informativo distribuído pelo vereador e candidato à reeleição, Amauri Colares (PSC), que destaca as ações da bancada evangélica da Câmara Municipal contra os religiosos de raízes africanas e a criação do “Parque dos Orixás”.

Manaus (AM), 30 de Setembro de 2012
LÚCIO PINHEIRO



O vereador Amauri Colares disse que manterá a distribuição do informativo
(Divulgação)


Os grupos de sacerdotes e sacerdotisas das religiões de matrizes africanas já divulgaram, desde a quinta-feira (13/09), pelas 8 mil casas de candomblé e umbanda de Manaus, uma carta repudiando o informativo distribuído pelo vereador e candidato à reeleição, Amauri Colares (PSC), que destaca as ações da bancada evangélica da Câmara Municipal contra os religiosos de raízes africanas e a criação do “Parque dos Orixás”.
Para Jean Marius Clement, membro da Coordenação Amazônica da Religião de Matriz Africana e Ameríndia (Carma), a postura do vereador Amauri Colares destoa do comportamento que se espera de um homem que recebe um mandato público. 
“A gente fica indignado com tudo isso. De um homem público esperamos outro tipo de discernimento”, afirmou o pai de santo.
Intitulado de “Câmara contra Parque dos Orixá’”, o informativo nº 02, publicado em agosto deste ano, traz informações sobre o projeto de lei que visava à criação de um espaço público para a realização de manifestações religiosas do candomblé e umbanda. O projeto, de autoria da vereadora Lúcia Antony (PCdoB), não chegou nem a tramitar na Câmara Municipal de Manaus (CMM). No documento, Amauri Colares alega ser contrário ao projeto por questões religiosas.                    
 Parlamentar
O vereador Amauri Colares disse que manterá a distribuição do informativo. Segundo o parlamentar, ele não faz nada além de manifestar uma opinião, o que também é resguardado pela Constituição brasileira. O político foi denunciado ao Tribunal Regional Eleitoral e à Polícia Civil por apologia ao ódio religioso.
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