14 de out. de 2011

CARURU EM QUEDA NA BAHIA DE TODOS OS SANTOS


vc repórter: comerciantes reclamam de fim de tradição do caruru na BA
14 de outubro de 2011  11h12


Quiabo é um dos ingredientes do caruru, e parte importante das tradições do dia de São Cosme e Damião. Foto: Renato S. Cerqueira/vc repórter
Quiabo é um dos ingredientes do caruru, e parte importante das tradições do dia de São Cosme e Damião
Foto: Renato S. Cerqueira/vc repórter

Os comerciantes das feiras livres de cidades da Bahia viram as vendas dos ingredientes para o caruru típico do dia de São Cosme e Damião diminuir no último mês de setembro. Com queda estimada em até 60%, a "culpa" é colocada na mudança de crenças religiosas das pessoas.
A venda de produtos como quiabo, camarão, azeite de dendê, castanha, cebola, amendoim e pimenta, que juntos formam o caruru, até rendeu lucros aos vendedores de Salvador, segundo o Sindicato dos Vendedores Ambulantes e Feirantes da Cidade, mas mais em razão do aumento no preço do que pela quantidade. Segundo os vendedores, muitas pessoas, ao optarem por ser evangélicas, deixaram as tradições católicas de lado, prejudicando a venda dos produtos.
Mesmo assim, a aposta no caruru continua forte na Bahia. Após a festa de São Cosme e Damião, o preço do quiabo, por exemplo, diminuiu, chegando a R$ 3 por cem unidades, enquanto na época da data religiosa o valor chegava a R$ 6. Espera-se que a venda aumente proporcionalmente.
O quiabo, inclusive, é parte importante da tradição do caruru e de São Cosme e Damião. Originiária de rituais do Candomblé, surgida na África, uma das tradições da data é que, são colocados sete quiabos no prato, o convidado que pegar ao acaso um desses quiabos deve oferecer ao santo outro caruru.

JARDIM DAS FOLHAS SAGRADAS


O longa baiano Jardim das Folhas Sagradas, do diretor Pola Ribeiro, será exibido na Virada Multicultural de Recife, neste domingo 16 de outubro, às 20 horas, no Cine São Luís, com a presença do diretor.  O filme, que estreia nacionalmente em 4 de novembro, trata do meio ambiente, preconceito racial e conflitos religiosos.
Jardim das Folhas Sagradas  é um filme sobre espiritualidade, ecologia e conflitos do cotidiano urbano. A obra debate ainda a bissexualidade, intolerância religiosa e preconceitos étnicos, ao mesmo tempo em que expõe a intimidade do Candomblé e discute a degradação das áreas verdes nas cidades onde impera a especulação imobiliária.
No elenco estão João Miguel (Estômago – 2007 e Cinema, Aspirinas e Urubus  -2005), Érico Brás, Harildo Deda, Antônio Godi, que vive o protagonista da trama, Evelin Buccheger, Sérgio Guedes, o Bando de Teatro Olodum, Marienne de Castro e Virgínia Rodrigues.
Sinopse -  O bancário Bonfim (Antônio Godi) é casado com Ângela (Evelin Buchegger), uma mulher branca e de crença evangélica. Bonfim mantém uma relação homossexual com Castro (João Miguel), mas depois de um acontecimento trágico e depois de ter sonhos místicos, com a vida virada de cabeça pra baixo, ele resolve cumprir uma missão recebida no Candomblé: fundar o terreiro Ilê Axé Opô Ewê (Casa das Folhas Sagradas). O local é afastado da cidade e apesar de estar em área bastante degradada, preserva o contato entre natureza e religião. Por meio de diversos conflitos, Bonfim experimentará o sabor do amor e do desprezo, da amizade e da traição, compartilhando o aprendizado da força e sabedoria ancestrais do Candomblé para a superação dos obstáculos, em uma Salvador marcada pela expansão e especulação imobiliárias…
postado por Andreia Santana @